A incidência de câncer colorretal (CRC) está aumentando ano após ano, e a biópsia patológica é o padrão ouro para diagnóstico do CRC. Com o aumento do número de pacientes com CRC, o número de patologistas é relativamente insuficiente, o que pode afetar a eficiência e a precisão do diagnóstico. Com o rápido desenvolvimento da tecnologia computacional, tecnologias de inteligência artificial (IA), caracterizadas por autonomia, inteligência, adaptabilidade, interatividade e automação, têm sido gradualmente aplicadas em diversos setores. A patologia digital aplica tecnologias relacionadas à IA no diagnóstico patológico e, mantendo a precisão diagnóstica, pode não apenas descobrir muitas características patológicas valiosas invisíveis a olho nu, mas também melhorar a eficiência dos profissionais de saúde durante o processo de diagnóstico e tratamento. Embora ainda existam desafios, como a falta de conjuntos de dados de alta qualidade e a ausência de padrões industriais unificados, a patologia digital possui amplas perspectivas de aplicação no diagnóstico e tratamento do CRC, com a expectativa de se combinar com outras ômicas, representadas pela radiômica, para fornecer aos pacientes com CRC um diagnóstico e prognóstico mais precisos, guiando assim o tratamento clínico.